Anglicanos brasileiros condenam violenta tentativa de golpe em Brasília

Postado em 9 de janeiro de 2023

[Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB)] A Igreja Anglicana Episcopal do Brasil expressou seu veemente repúdio às ações terroristas ocorridas no dia 8 de janeiro em Brasília. No documento, assinado pela Câmara Episcopal, a IEAB afirma que tais atos “buscam destruir os alicerces sobre os quais está assentada nossa nação e são, portanto, atentados contra todo o povo brasileiro”.

O documento pede ainda que sejam identificados e responsabilizados os responsáveis ​​pelas lamentáveis ​​cenas de vandalismo, “tanto no financiamento como na execução de tal violência”.

Leia o texto completo abaixo (traduzido do portugues):

Que a paz de Cristo reine em seus corações. Para esta paz você foi chamado. (Colossenses 3.15a)

A Câmara Episcopal da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil (IEAB) não pode ficar indiferente aos atos antidemocráticos ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro de 2023.

Viemos manifestar nosso veemente repúdio aos atos de terrorismo e vandalismo que constituíram graves atentados à democracia brasileira.

Como povo cristão e conscientes de nossa responsabilidade social e política, afirmamos que a democracia é um direito que deve ser respeitado e protegido; e as ações extremistas e deploráveis ​​da invasão da sede dos Três Poderes da República, com a depredação do patrimônio público, não são apenas manifestações de descumprimento do legítimo resultado das eleições e da posse do novo presidente da República, mas buscam destruir as bases sobre as quais nossa nação está assentada e são, portanto, atentados contra todo o povo brasileiro.

Diante disso, confirmamos a necessidade de investigação, identificação e responsabilização de todos os envolvidos, tanto no financiamento quanto na execução dessa violência. Asseguramos nosso apoio às instituições responsáveis ​​pela garantia do Estado Democrático de Direito. Rezamos e convocamos a oração permanente pela paz no Brasil, para que o amor vença o ódio, o diálogo substitua a violência e a intolerância dê lugar ao respeito.


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